sábado, 25 de agosto de 2012
   Olá! 

   Enfim, achei uma creche. Não é a que exatamente eu queria, porque não estava nos meus planos pagar o valor que terei que pagar, afinal de contas pago a creche sozinha     (e todo o resto) e + o transporte para Bia chegar lá. Mas, enfim, se eu estiver satisfeita com o desenvolvimento e tratamento das "tias" da creche com a minha pérola preciosa, está bom.

   Nossa, andei muito procurando creches. Liguei pra umas 20, todas o olho da cara. Liguei pra minha mãe chorando, andando pela rua, já tava desnorteada. Já estava desesperançosa, na verdade. A raiva do Srº pai já estava me consumindo, andava pela rua naquele momento e me perguntando onde estaria ele, ao invés de estar me ajudando nessa empreitada. Por que eu tenho que fazer tudo sozinha? Pensar sozinha, comprar sozinha, pagar sozinha, cuidar sozinha, educar sozinha. Enfim. Fui nas últimas duas creches que sobraram perto de casa. E escolhi a mais cara. Na outra, a dona da creche tinha cara de sequestradora de crianças: uma coroa que se vestia feito menina, que nem olhava na minha cara pra me dar detalhes da creche. Gosto de olho no olho. Ainda mais quando se  trata do bem estar da parte mais importante de mim: Minha filha. Descartei.


   Gostei da creche. A "tia" me mostrou tudo, contou a história de algumas crianças, me deixou bem à vontade. Só podia ser um pouco mais barata. rsrsrrs. 
   Tinha comprado uma cadeirinha automotiva às pressas, à vista, último tostão do meu salário. Bia não senta na cadeirinha de jeito nenhum. Cai no choro. Vai ser outra coisa que vamos ter que fazer adaptação.



   Mas vou dizer uma coisa a vocês: Que fase difícil a da ADAPTAÇÃO. Como Bia corre na creche o dia todo (do jeito que eu queria), ela acha que quando chega em casa, temos que deixá-la correr à vontade também. Porém, todavia, entretanto, minha casa é muito pequena pra isso e tem coisas na cozinha que ela não pode mexer e não posso mudar de lugar, porque são da minha mãe. E vou te dizer: Minha mãe tem mania de entulho, compra e guarda um monte de coisas que não usa e também coisas velhas, o que limita mais ainda o espaço. Mas o que é que posso fazer? Não estou na minha casa, estou na dela, então não posso mudar tudo.
   Bem, o que acontece é que Bia quer ficar correndo como na creche, quer espaço  como toda criança da idade dela, mas eu tenho que impor limites... Depois que começou a ir pra creche, está muito mais pirracenta, birrenta, brigona... Eu digo a ela que não pode mexer em um certo lugar e ela cai no pranto. Tiro-a de perto do que não pode mexer, ela se joga no chão e grita.
   Sem contar que ela nunca dormiu bem, com exceção do mês em que ela começou a tomar fórmula de leite em pó, quando era recém nascida, a barriga ficava cheia e ela dormia bem. Mas foi só um mês. Depois disso, nunca mais dormiu tranquilamente. Depois que foi pra creche então, isso piorou 3 vezes mais. Sono muito agitado. Acorda de madrugada e quer levantar pra brincar. E pra pegar no sono?? Resmunga, coça o olho, esfrega a fralda no olho, tenta levantar, fecha o olho, abre o olho, deita, levanta de novo, chora... Ai, que luta... Levanto às 5 da manhã, querendo continuar na cama...
    Detalhe: Nariz escorrendo nos primeiros dias...
   Em compensação, Bia só chorou no 3 º dia. Nos dois 1ºs, entrou e foi logo brincar. Passou o dia muito bem, afinal tudo era novidade e ela gosta muito de crianças. Se comportou melhor do que esperava. Que bom, meu coração se aquietou um pouquinho.
   Vamos à 2ª semana.

   Beijos e sucesso!
terça-feira, 14 de agosto de 2012


    

   Olá, meninas! Tudo bem com todas? Comigo está mais ou menos. Sabe ataque de ansiedade? É o que estou tendo... Um nervoso no corpo... Minha cabeça à mil por hora...


   Já falei aqui diversas vezes das dificuldades de ser mãe, mas entendam bem, não tenho reclamado disso e, sim, desabafado. Em alguns momentos, sinto com mais intensidade a dificuldade em ser mãe solteira. Penso em como tudo seria diferente se pudesse contar com a presença e a ajuda do pai da Bia, principalmente na hora de fazer escolhas e também na hora de arcar com algumas despesas que não estão previstas em determinadas horas. E na hora em que mais estou dura sem grana!

   Tenho tido muita dificuldade em relação a babá/creche. Na verdade tenho evitado colocar a Bia na creche, preferindo deixá-la com uma pessoa em casa, ou se não tiver jeito, deixar na casa da pessoa.

  1. Marquei com uma babá aqui em casa: A babá não veio no primeiro dia e não deu notícias. Fui conseguir falar com ela dois dias depois e deu a maior desculpa esfarrapada. 
  2. Ontem marquei de mandar minha menina pra casa de uma prima, começando hoje. Fui correndo ao Centro da cidade procurar uma cadeirinha automotiva, porque teria que pagar um transporte pra levá-la e trazer de volta. Andei horrores, com um nó na garganta, porque só achava cadeirinha de R$ 300,00! - Deus, de onde vou tirar esse dinheiro agora??? Pensava eu, enquanto andava pra lá e pra cá... Até que encontrei uma de R$ 150,00. Comprei. Um rombo no meu bolso, né? Não contava com isso. Estava tudo combinado com o transporte e com minha prima. Mais tarde, eu já estava dormindo, quando recebi a notícia de que tudo teria que ser mudado novamente, porque minha prima passou mal e foi para o hospital. Conclusão: Liga pra um, liga pra outro pra ver quem iria ficar com minha filha. Arrumei uma outra prima, que vai ficar por hoje. Espero. 

   Ufa! Que dificuldade. Não basta a tristeza de sair e deixar minha filha em casa, ainda tenho que achar uma pessoa disposta a cuidar BEM dela, recebendo pouco, que é o pior. Fora que me dói, dói muito ter que ficar pedindo a um e outro, não por orgulho, mas sabe aquela sensação de que você está sozinha? Que quando você mais precisa as pessoas somem? Que você conhece tanta gente que deveria ser mais fácil contar com muitas delas? Infelizmente, não tenho ajuda suficiente*, nem financeira, nem psicológica. Esclarecendo: Claro que recebo ajuda. Não sou ingrata. Minha família me apóia psicologicamente. Mas, sabe, sinto um vazio quando penso que quem deveria estar desempenhando esse papel ao meu lado, não está. Me pergunto quando isso vai parar de me incomodar, entristecer, desanimar.

   Por hora, é isso: Em busca da creche/babá que vai me trazer um pouco de paz no coração.

   Beijos e sucesso!
Andando por alguns sites, achei esse poema. Muito triste, sabe? Deu dor no peito. Mas é a realidade. 
Espero mesmo que o pai da Bia não deixe passar tanto tempo
pra ver a falta que a presença dele vai fazer a ela...



Era manhã de domingo...

A nuvem branca de crianças felizes
que se acotovelavam nos bancos da igreja,
cantavam alegres e desafinadas
hino de louvor a Jesus, ensaiado tantas vezes...
Mas você não estava lá...

Alguns anos se passaram.
Novamente eu me vi no meio de gente feliz,

cujos pais assistiam emocionados

a entrega do pseudo-diploma de colegial.
Parecíamos doutores em nossas roupas engomadas
alguns sorrisos, algumas lágrimas...
Mas você não estava lá também...

Eu segui em frente, às vezes contente
outras vezes não, faltava-me algo ao coração.
Pessoas se empenhavam em me compensar
da ausência que me doía tanto
porque sempre, em todo lugar
você não estava lá...

Fui o orgulho da minha mãe naquele clube.
Era a formatura, dessa vez de verdade,
eu terminara a faculdade, e tão feliz
desfilei meu vestido alugado, bem cortado
parecia uma rainha com meu cetro de ouro maciço
mas perdi um convite mandando a você, porque...
Você não estava lá...

Eu ia me casar... e dessa vez esperei
ansiosamente, alegre e contente
você disse que sim, que faria esse carinho pra mim...
não deu pra confiar, arrumei outro pai para o seu lugar
e foi sorte, porque eu me odiaria até a morte
se mais uma vez, tivesse me deixado enganar, porque...
Você não estava lá...

Mas mesmo assim, pai
eu fui ter com você um dia
emprestei-lhe o meu ombro
onde você chorou... 

logo eu que chorei tantas vezes sem ter o seu ombro

não escondo, foi triste, meu pai...


    Autoria: Tere Penhabe

    Santos, 15/07/2006_01:30 hs

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Aos 34 anos, sagitariana com ascendente em capricórnio (discordo, mas fazer o quê?!), do Rio de Janeiro (com louca vontade de morar num lugar tranquilo), estudante de psicologia, mãe e pai da pequena Bia, de 5 anos. E esse blog fala da nossa trajetória.

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