quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Olá! Bora participar?
Deixe nos comentários uma pergunta sobre SER MÃE SOLTEIRA, dúvidas que surgem em relação a mães que criam seus filhos sozinhas, fazendo os dois papéis, compartilhe dicas para tornar nossas vidas mais fáceis, conte-nos sua história, diga-nos sobre sua experiência, o que foi mais difícil após a maternidade, etc. O espaço é seu, é nosso!
Quem vai ser a primeiraaaaaaaaa????


segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Olá, mamães!

Hoje venho divulgar o novo Facebook que criei para ficarmos mais perto umas das outras, tirarmos dúvidas, nos conhecer e nos ajudar. Tenho visto muita mamãe precisando de ajuda ou de simplesmente conversar e, muitas vezes, elas não têm opção, seja por não se sentirem à vontade pra se abrir com os mais próximos, seja por desejarem pedir opinião de outras mãezinhas. Já temos uma página no Face Aqui, mas senti necessidade de criar um face para que possamos nos adicionar e, assim, ficarmos mais próximas.
Ao longo do tempo, pretendo gravar vídeos com os temas mais pedidos, fazer enquetes, etc, pra que possamos aprender mais e mais sobre a maternidade, principalmente a solo. Ser mãe e estar solteira não é tarefa fácil, precisamos sempre de ajuda.
Então, adiciona  e vamos começar a interagir!

Beijos e sucesso!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

19/11/2015

Não estou bem hoje. Acordei bem, mas comecei e me sentir estranha no caminho. Uma angústia, uma tristeza. Chorei. Chorei pelos meus sonhos adormecidos que parecem tão distantes de ser realizados. Chorei pelas renúncias que tenho que fazer pra realizá-los. Essa maneira da vida se comportar, nos obrigando a abrir mão de umas coisas pra ter outras, me sufoca. Sinto os meus sonhos sufocados. Muitos eu mesma anulei, quando fiz escolhas insensatas, quando dei prioridade para coisas e pessoas que em nada me acrescentaram, só me atrasaram ainda mais. E assim me sinto: atrasada na vida. Mês que vem faço 33 anos. E novamente a pergunta: o que eu conquistei? O que eu tenho? Qual é o conforto que posso dar pra minha filha, que foi a única coisa boa que fiz na tentativa de ser feliz? Agora nem eu consigo me sentir feliz e nem consigo fazê-la feliz. O fato de ela ficar quase 12 horas sendo “cuidada” por outras pessoas, muitas desconhecidas pra mim, me traz culpa, angústia, desolamento. Ela não merece pagar pelos meus erros. Nenhuma criança merece pagar pelos erros dos pais ou de quem quer que seja. E eu tenho um sonho, no meio de muitos outros, que é o de cursar faculdade de psicologia. Mas de quantas coisas vou ter que abrir mão? Da criação da minha filha é uma. Não vejo jeito de sair às 5:30 h de casa (morando com minha mãe) e voltar às 23:30 h numa área de risco. Só vou ver minha filha dormindo, tanto de manhã, quanto de noite, mas isso me acalentaria de alguma forma. Estou próxima e isso me deixaria mais tranquila, mesmo que fosse apenas pra dormir. Mas a criação dela não vai ficar por minha conta. Estarei entregando-a a minha mãe pra educar. E isso não me deixa tranquila. Não que minha mãe não vá criar bem. Mas acho que tenho algumas coisas pra ensinar a minha filha, que minha mãe não me ensinou. No sentido de conversar abertamente sobre tudo, de guiar, de falar dos prós e contras de tudo na vida... tenho essa necessidade, porque tenho certeza de que se eu tivesse recebido isso da minha mãe, eu teria ido para um caminho melhor. Minha mãe me deu muita facilidade na vida e isso não me fez bem, embora eu achasse que sim. A vida não é fácil. De jeito nenhum. Então quando precisei sair debaixo das “asas” da minha mãe, senti o sufoco. E sinto ainda. Agora tenho vontade de voltar, mas já não posso mais. Abrir mão da criação, educação e presença da minha filha, vai ser, no mínimo, motivo pras minhas culpas de mãe aumentarem, mesmo que esteja sendo por um motivo ótimo, de investimento, que é a faculdade. Mas me pergunto: Vai valer a pena? 
A segunda opção seria morar numa República próxima ao trabalho e à faculdade, pra mim seria muito aliviador não enfrentar trânsito, não mais andar nessa correria desenfreada, pegar dois ônibus pra vir, o que me deixa tão estressada, cansada, desanimada. A segunda coisa de que terei que abrir mão é da minha individualidade. Quase não vou ficar em casa, é certo, mas morar com pessoas desconhecidas é bem assustador, mesmo que eu já tenha feito isso, aliás, não foi uma experiência tão boa, embora minha imaturidade tenha compelido a não ser. Hoje são outros quinhentos. Mas tenho uma personalidade e temperamento difíceis. Não sei como seria.

Tô muito angustiada hoje com todos esses pensamentos. E o coração bate mais rápido quando estou assim, o que me causa mal estar. Parece que não está cabendo no peito.

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Aos 34 anos, sagitariana com ascendente em capricórnio (discordo, mas fazer o quê?!), do Rio de Janeiro (com louca vontade de morar num lugar tranquilo), estudante de psicologia, mãe e pai da pequena Bia, de 5 anos. E esse blog fala da nossa trajetória.

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